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Momentos eternos

por Mi ♥, em 18.12.13

Ontem estavas chorona e não querias dormir sozinha. Ultimamente isto tem acontecido com alguma frequência e quando chega a hora de ir para a caminha, ora pedes "caminha papá" ora agarras-te a mim com toda a força que os teus bracinhos aguentam e não largas.

 

E ontem foi assim, agarraste-te à mamã e não querias largas. Posso contar-te um segredo? A mamã também não queria largar! Mas tem de ser, para te (re)habituares a dormir na tua caminha porque é assim que tem que ser. E aqui um aparte. Não, eu também não sei "porque assim tem de ser" e compreendo-te. Compreendo que querias dormir ao lado de nós, quentinha, a sentir a nossa presença mesmo ao teu lado, o nosso abraço, os nossos beijinhos. compreendo porque eu, e o papá também, queremos sempre a mesma coisa. Mas nós temos um ao outro e tu ficas sozinha no teu quarto... E eu também não consigo justificar isto! Sim, eu sei que tu dormes (dormir mesmo, não os momentos antes ou depois) melhor sem nós ali ao lado a limitar-te o espaço. E por isso, tens que ficar na tua caminha...

 

Mas ontem não queria, nem por nada! Como a mamã não cabe na tua cama, fiquei ali ao lado, de braços entrelaçados nas grades, com a mão na tua almofada, a tentar convencer-te a ficar assim, a deitar-te... Sentaste-te e depois acabaste por te deitar.

 

E ficámos assim as duas. A mamã sentada no chão, com a cabeça apoiada numa almofada na cadeira, de braços esticados num abraço que rompe barreiras e grades, com uma mão debaixo da tua cabecinha e a outra apoiada no teu ombrinho... Tu de bochecha encostada na mão da mamã, olhos grandes, ternurentos a mirar-me e mão na minha bochecha.

 

Ficámos assim muito tempo. E se bem que qualquer pessoa ficasse desconfortável e com dores de costas e rabo só de olhar para mim, foi a posição mais confortável em que estive desde há muito tempo... Mesmo com pé dormente. ;)

 

Tudo porque amo a ti.

 

Quis que este momento ficasse imortalizado pela fotografia, mas não correu bem. Assim, fica eternamente na nossa, tua e minha, imaginação...

publicado às 11:59

Mais uma voltinha, mais um vestidinho, take #2

por Mi ♥, em 12.12.13

E chegou ao fim a obsessão*!!!

 

Senhoras e senhoras (duvido que além do meu maridinho, ande para aqui alguém do sexo M a ler estas parvoíces - pelo menos os homens que conheço, têm a mania que só podem ler blogs que falem: A) de futebol, ou B) engenhocas geeks ou C) de como a teoria da relatividade influencia o acasalamento dos bichos da seda no Alasca)

eis THE ONE!

 

   

 

 

Ok, admito, não era dos meus preferidos, preferidos! Mas o preço tão lindo, com um corte moderno, um brilho especial, fez-me adorar o vestido.

E quando o vi "em mãos" rendi-me. É que por 37€ que esta "alminha" custou, nem vou passar as vistinhas em mais trapo nenhum!

 

Tá muito bom. É verdade, o preço ajudou bastante à compra, mas o vestido É mesmo muito bonito, É mesmo de excelente qualidade, FICA-ME mesmo muito bem e É mesmo aquilo que eu queria. Não é tão branco como parece na imagem, mas muito mais prateado. Aqueles motivos ali em jacquard (nem me perguntem o que isto significa uo tradução em português) parecem ser feitos em apenas linhas prateadas, o que lhe dá um brilho super giro!Tem uma saia de tule por debaixo, para lhe dar mais volume e realmente fica com muito mais volume do que na foto. Como é um tiny tiny curto para esta mãe que tem que andar a correr atrás de mini Ms, dobrar-se para apanhá-la do chão e poses afins, comprei no meu querido eBay uma sainha de tule extra, com mais comprimento que ainda lhe vai dar um ar mais rodado e que é mesmo para ficar aí uns 10 cm à mostra. Sim, fica giro.

 

Quando estiver tudo compostinho, eu tiro fotos ao original. É que entretanto, assim como os piolhos, também o vestido foi passear ao Luxemburgo de fim-de-semana mas esqueci-me de o trazer de volta, pelo que ficou em férias prolongadas. Tudo isto antes de lhe tirar uma fotozinha. Crap.

 

Agora faltam os sapatos. E o casaco. E as joias. E depois recomeça tudo para Mini M.


See, my obsessions never end!

 

* Until the next one! Acho honestamente que estas "pequenas" obsessões com frivolidades é a maneira que o meu cérebro arranjou de criar um escudo contra tantos problemas, tanto azar, tanto peso que a vida me tem trazido...

 

publicado às 15:15

Go red!

por Mi ♥, em 12.12.13

Pronto, para tratar de matar a bicharada que habita (ou habitava) aqui no 5º andar, fiquei ruiva.

A tinta foi daquelas que fazer queimar os pelinhos do nariz e quase que ficava com uma mega mancha que mais parecia um chupão no pescoço (graças a Deus pelo creme Nivea que remove isto tudo), por isso acredito que a bicharada esteja mais que morta!!!

 

Ou isso, ou elevei os piolhos a fashionistas. God no.

 

 

 

Entretanto, a bicheza da miúda também não dá sinais de vida após a double shot do remédio. Claro que a piquena continua com comichões mas nada que o meu A-Dermazinho não trate... Queridinho.

publicado às 14:56

O gang do piolho!

por Mi ♥, em 11.12.13

Olá, o meu nome é Mi e tenho piolhos.

 

É verdade, os bichinhos apoderaram-se da cabeça de miss M. e vieram ver as vistas na minha por afinidade!

Eu bem que estranhava tanta comichão e tanta coçadela da miúda, mas o R. dizia sempre que era da minha cabeça...

 

E era!!! Da minha e da dela.

 

Deve ter apanhado na creche, ninguém avisou, ninguém disse nada e andámos as duas a passear os bichinhos. Inclusive levámo-los além fronteiras, a dar uma voltinha ao Luxemburgo, no final de semana!Não se podem queixar de falta de afecto.

 

Problema identificado, foi tempo de pôr mãos (e pentes!) à obra e exterminar as bichezas! Fui à farmácia e comprei toda a parafernália destinada à matança: Paranix, o pente e tudo mais! A miúda distraiu-se com o Pingu no tablet (abençoada tecnologia!!! como seria antigamente!? Punham os miúdos à janela para ver o "filme" dos vizinhos?) e toca de lhe passar o spray, que mais parece Óleo Johnson. Toca de lavar cabelo, examinar fio a fio, passar o pente em cada mecha do cabelo da miúda enquanto a minha irmã (abençoada!) me fazia o mesmo a mim.

 

Passar a casa, também, a pente fino, e vai de pôr tudo para lavar: roupas de cama, roupas que se usaram recentemente, cobertores da sala, barruços e cachecóis, tours de lit e essas tretas todas, almofadas, peluches, TUDO AO BANHO!

 

Parecia que as bichezas finalmente tinham morrido. Mas e a comichão, senhores!?!?! A comichão continua. E a miúda continua cheia de pequenas crostas e feridas de tanta coceira... Vai daí, e como também não percebi nada do que me disseram na farmácia, toca de aplicar outra vez o produto, decorridas apenas 24h. Conclusão: agora não sei se a coceira se deve à piolhagem ou ao produto!!! Caso para dizer, "se não morre da doença, morre do remédio"... Oh Deus!

 

Eu até já andei a ver se podia pintar o meu cabelo com uma daquelas tintas super fortes que até nos deixam os olhos a arder para, pelo menos solucionar de vez o meu problema e poder focar-me só na miúda. É que agora que ela parece estar de cabeça limpa, era só o que lhe faltava ter uma mãe piolhosa que voltasse a descarregar os "amiguinhos" na cabecinha dela!!! Mas não sei se isso vai matar as pequenas incubadoras de piolhos, as lêndeas. Também já andei a pesquisar nessa internet afora e descobri que o vinagre tem resolvido o assunto para muita gente... Mas já não chega andar com a cabeça a parecer uma garrafa de óleo, ainda tenho que juntar o vinagre!? Um bocadinho de alface e tem-se ali uma bela saladinha...

 

Pronto, agora a minha vida gira em torno de bichinhos microscópicos e estou uma verdadeira serial killer! Escusado será dizer que também estou paranoica e vejo piolhos em todo o lado. Ontem podia jurar que vi um na minha bolacha.

 

Riam-se. Podem rir-se. Somos oficialmente o Gang das Piolhosas! O pai, esse, saiu incólume. Nem as bichinhas querem nada com ele. ;)

publicado às 14:42

How did this happen!?

por Mi ♥, em 04.12.13

Another crisis of deep bipolar disturb? Check.

 

Primeiro, a criatura (eu) nem queria ouvir falar em tal pessoa.

 

Depois, a criatura (eu) ficou fula e já nem queria ir ao casamento.

 

Nos entretantos, a criatura (eu) já andava a instigar as massas para fazer um boicote ao evento.

 

A seguir, a criatura (eu) jurou aos sete e mais um ventos que ia, contrariada mas ia, mas que nem ia comprar um vestido novo! Gastar dinheiro com aqueles!? Humpf.

 

Ainda depois, a criatura (eu) ficou indignadíssima por terem escolhido a sua cria para menina das alianças. E disse que ia recusar. Não recusou.

 

E agora, a criatura (eu) anda a fazer-se de wedding planner e até foi incumbida de contactar (e quase escolher!!!) o fotógrafo e filmmaker.E até já anda a escolher vestidos todos XPTO.

 

Expliquem-me.

Como. Foi. Que. Isto. Aconteceu!?!?

 

Ai ai, gostava tanto de poder encarnar a *biAtch* que (não) há em mim...

publicado às 12:00

Melhor comment de sempre!

por Mi ♥, em 04.12.13

Surgiu por aí, nisto do mundo encantados dos bloggers, uma "figura pública" muito irritada com emails que recebe a chamá-la de interesseira só porque a pobre "experimenta aí o batonzinho ou trinca a bolachinha", contando depois aos amigos. 

 

Eu nem fui capaz de ler as linhas todas que tal figura pública escreveu. Nem sequer costumo "lê-la" porque sinceramente, custa. Custa muito ler palavras assassinadas em praça pública sem que alguém faça nada para o impedir! 

 

Vai daí, este comentário, o primeiro, fez TODO o sentido e acho que foi o melhor comentário que já li em qualquer blog!!!

 

 

 

Isto é que faltava a muitas "figuras públicas", bloggers e géneros afins.

publicado às 10:53

Quando nasce uma pessoa de nós...

por Mi ♥, em 02.12.13

é fascinante como alguém muda.


Mudam-se gostos, mudam-se atitudes, mudam-se pensamentos, mudam-se os corpos e mudam-se tanto as prioridades.

Hoje tenho tantos problemas. Tantas ervas daninhas que teimam em não ser arrancadas e que voltam para estragar, de novo, o nosso íntimo.

Mas nada disso me fez o coração parar ou a barriga contorcer-se de dor, ou até os olhos encherem-se de lágrimas, como ouvir-te chorar hoje.
No primeiro dia em que choraste ao deixar-te na creche. O primeiro dia em que te agarraste ao meu pescoço e não querias sair da segurança do meu colo. Logo tu que nem me dizes adeus noutros dias, que te apressas a ir ao encontro de brincadeiras e sorrisos e amigos pequeninos.
E hoje doeu-me. Doeu-me tanto deixar-te assim, a chamar por mim, a gritar pelo meu colo, pelo meu abraço e pelo meu beijinho milagroso que cura tudo.

 

Hoje amaldiçoei a minha vida. E não pelas razões "lógicas" aos outros. Só porque não pude, como queria, abraçar-te, beijar-te e assegurar-te que tudo ia ficar bem porque a mamã estava ali.

publicado às 13:23

Hiper activos ou sonhadores?

por Mi ♥, em 02.12.13

Li um artigo que me preocupou profundamente...

 

Não acredito que se deva exagerar a realidade e equiparar esta "droga" a outras como cocaína, mas que é preocupante a facilidade com que profissionais de saúde rotulam crianças que, lá está, são irrequietas, sonhadoras, que pensam e vivem "outside the box" como "doentes" hiper-activos que devem ser medicados.

 

Conheço alguns casos de perto e acho a situação assustadora. É assustador os pais que por apenas não saberem como gerir a energia do filho, se apressam em rotulá-la de doença que precisa ser medicada. E assim foi. E é verdade, o miúdo está, é, mais calmo agora. Mas também parece um personagem de Walking Dead. E é triste. Porque os pais acham que agora sim o "filhinho é bem comportado e podem levá-lo a um restaurante porque não têm vergonha que ele faça uma cena".

 

A M. também foi (é) uma criança difícil, nesses termos.

No primeiro dia de vida, ainda não tinha mais de 12h, quando o pediatra a virou de barriga para baixo, levantou a cabeça.

Aos 3 meses aquilo que mais gostava de fazer era estar e pé, no nosso colo, a saltitar!

Aos 6 meses começou a dar os primeiros passos, de mãos dadas connosco.

Aos 9 começou a aventurar-se no mundo em pé.

Ainda não tinha 10 quando começou a andar.

Agora aos 2, mantém a mesma energia, o mesmo vigor, a mesma sede de conhecimento e descoberta!

 

Também eu passei pela fase de pensar que ela seria hiper-activa. Até que um pediatra me disse que sim. Que ela era mesmo super-activa. Mas que isso não era uma doença que precisava de solução. Que a solução não passava por fármacos, mas que a única droga que poderíamos dar-lhe seria uma mistura de paciência, amor, carinho, compreensão e, principalmente, liberdade acompanhada. Liberdade para que ela pudesse provar, saborear o mundo, na sua avidez. Acompanhada e protegida pelos nossos braços.

 

Se íamos ao restaurante com ela? Não, não fomos tantas vezes como outros pais poderão ter ido. Se queríamos ir, tentávamos que ela ficasse com a avó, ou não íamos de todo. Para que tentar limitá-la a um ambiente que sabíamos a priori ser pequeno demais para contê-la, para conter a sua energia?

 

Tivemos que nos adaptar à "hiper-actividade" dela. E não adaptar a "hiper-actividade" dela à nós.

 

Mas muitas vezes a culpa nem é dos pais. Porque os pais têm dúvidas e precisam de ajuda, mesmo para compreender os seus próprios filhos. Eu tive a sorte de ser compreendida e apoiada. Tive a sorte que alguém me dissesse "é normal" antes de classificar a minha filha como "hiper-activa" ou "mal educada". Que alguém me fizesse entender que ela é apenas uma miúda com toneladas de energia, a viver num mundo em que se favorece o indoors em vez do outdoor, e os jogos de vídeos ou a TV, em vez de correr e saltar à corda. 

 

E ela é só uma criança que precisa de correr e saltar à corda. :)

 

 

 

 

 

publicado às 12:58

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