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Onde é que isto vai parar?

por Mi ♥, em 14.03.13
Uma mãe tentou vender os seus filhos no Facebook.

Sim, é verdade. E não foi a primeira, nem será a única. Mais notícias destas aparecem todos os dias. Alguns "pais" (nem sei se se poderão chamar assim porque vejo-me obrigada a traduzir isto para "animais"! Mas, mais uma vez, que culpa têm os animais?!) sabem que estão a vender os seus filhos de meses a predadores sexuais ou produtores pornográficos!!!

Outros alugam as suas filhas de 13 anos nas tavernas a homens bêbedos, por umas horas!!!

E a notícia acaba com a seguinte frase: "It is a criminal offence to buy or sell a child".

Really?! É mesmo preciso afirmar isto? Que "sick world" é este?!?! A sério que é este o mundo que a M. tem pela frente?

(Mães de crianças aos berros pelo Castor: voltem, estão perdoadas.)


publicado às 13:56

Quer trabalhar fora do país?

por Mi ♥, em 13.03.13
Ainda recebo as newsletters de emprego do Sapo.
Não sei porque nunca as desactivei. Talvez a esperança de encontrar algum emprego em Portugal e voltar ainda esteja mais acesa em mim do que pensaria estar, à partida.

Mas a verdade é que recentemente são frequentes as solicitações de emprego "para fora" nestas newsletters.

E isso deixa-me triste. Muito triste. Sem esperança de voltar e sem esperança de ter esperança que os meus amigos consigam sobreviver aí...

Como é que chegámos a este ponto? Como é que voltaremos atrás? O que acontecerá no futuro?

Só consigo pensar que estamos a viver numa época de mudanças. Nada será igual ao que foi. E o incerto, o desconhecido, faz-me doer a barriga. Faz-me ter o coração apertado.

E o que será da minha filha? E das filhas dos outros?

publicado às 14:02

Cura milagrosa

por Mi ♥, em 06.03.13
A M. está doente.

Nos seus 16 meses de vida esteve doente duas vezes. Uma vez com otite. Agora com um vírus que lhe provoca dores de garganta, febre e conjuntivite em ambos os olhos!

Ficou em casa a receber miminhos. E agora que a pequena está a antibiótico, os bichinhos decidiram emigrar para outro corpo, livre de remédios. O meu...

E enquanto estou para aqui cheia de dores de cabeça, garganta, sem voz, com o corpo dorido e osolhos pesados, só me apetece chorar. Ou isto, a "cura milagrosa"...





publicado às 14:05

Porquê?

por Mi ♥, em 26.02.13
Custa muito deixá-la de bracinhos estendidos, lágrimas grossas a escorrerem-lhe pela cara pequenina, num choro sem fim e um clamor angustiante, ao mesmo tempo que grita "mamã"...

Porque não posso tê-la sempre ao meu lado?

Porque tive uma filha para outras pessoas cuidarem?

Porque posso apenas passarm 2h de tempo útil por dia com ela quando o dia tem 24h?

Porque nessas 2h não podemos apenas brincar e ser felizes, mas temos também que ralhar e educar?

Porque não posso dormir sempre com ela?

Porque não posso pegar-lhe ao colo todos os minutos? Porque não posso levá-la comigo a todos os lados?

Porque tenho que ter tempo para mim? E tempo para "nós"?

Porque tem que dormir num quarto diferente do nosso? Se "nós" dormimos juntos, porque é ela diferente?

Porque todos os dias não podem ser férias e dias de férias, trabalho?

Porque não podemos estar todos os dias, todos juntos?

Porque tenho que entregá-la a estranhos?

Porque não posso EU tomar conta dela?

Porque passamos mais tempo com estranhos e pessoas de quem não gostamos do que com as pessoas que amamos?

Porque  é que o nosso dia tem 16h úteis, das quais 8h são de trabalho, 2h são de trânsito, 2h são de trabalho em casa e mais 2h são de tarefas parvas? Alguém se lembra que assim só temos 2h para mim, para nós, para ela?

Porque temos que viver esta vida assim, sem sentido?

How long...?



publicado às 18:00

To diet or not to diet

por Mi ♥, em 25.02.13
Todas as mulheres já passaram por esta fase, nalguma altura das suas vidas.

Há as que querem ser mais magras, as que querem ser mais saudáveis, as que querem tonificar o corpo, ou até as há que querem engordar uns quilinhos.

Acho que não há uma mulher que não tenha pelo menos "feito atenção ao que come" uma vez.

Eu pelo menos, já tentei várias vezes.
Sempre sem sucesso...

Ou me falta a motivação e o estímulo necessário, ou tenho motivação a mais - para comer.

Antes de engravidar pesava 54kg, com os meus 1.60cm e sentia-me ok. Claro, todas queremos ser mais magras, mais altas, mais bonitas, mais isto mais aquilo. (Não se diz que nunca se pode ser magra demais? Pelo menos eu penso que nunca se pára de o desejar) Mas eu sentia-me ok.

Hoje o meu peso oscila entre os 58 e 59kg. E a verdade? Sinto-me ok.

Nem sempre foi assim. Durante a gravidez não me importei com o peso ganho. Foi depois de ter a M., quando tentei enfiar-me sem sucesso nas minhas roupinhas de antes que a "ficha caiu" e a minha auto estima com ela. O período que se passou foi negro, com muito pouco amor-próprio, com muitas auto-críticas, com muitos julgamentos e autocomiseração.

Até que um dia disse basta. Apercebi-me nesse dia que tinha um marido (im)perfeito, uma filha (im)perfeita, que os amava e que me amavam a mim, (im)perfeita. Que o meu marido me fazia sentir sexy, ainda assim. Que a minha filha olhava para mim com admiração. Que as pessoas elogiavam os meus outfits (sabendo lá o que eu os odiava).
E apercebi-me que se as minhas roupas de antes não me serviam, era problema delas. Não meu. E apenas tinham que ser substituidas.
Lembrei-me da minha mãe - que nunca conheci magra - sempre com bom gosto, sempre elogiada pela sua figura curvilínea, sempre com roupas espectaculares.

Ao mudar o meu guarda-roupa, fiquei ok. Não fiquei radiante. Não digo que amo o que vejo ao espelho. Mas, surpreendentemente (e para alguém tão negativa como eu, é deveras surpreendente), sinto-me ok.
Sinto-me sexy nalguns dias, sinto-me uma chubby girl noutros. 

Mesmo assim, comecei a dieta dos 31 dias, lembram-se? Nem sei quanto tempo durou, mas definitivamente não foram 31 dias. Ah ah
E agora comecei a dieta Dukan, que promete ser milagrosa e revolucionária e emagrecer-te alguns quilos em apenas uma semana! Yeah right. 600gr e não digas que vais daqui.
E eu até segui à risca, a sério que sim!

Mas sempre com uma vozinha (será de anjo ou demónio?) na minha cabeça a dizer-me "Para quê o esforço? Para poderes ir à Mango e, em vez de trazer o L, trazer o M? Mas se o L te assenta bem, qual é o problema dessa pequenina letra?! Não te sentes ok? Para quê o esforço? Para quê privares-te de uma das melhores coisas desta vida de 80 anos (se tiveres sorte)? Para quê ficares triste sempre que vês algo que *não podes* comer? Para quê o esforço? Que mal faz aqueceres o coração com uma taça de chocolate quente de vez em quando? Ou que mal faz deliciares-te com um bom risotto? Ou com um pão com manteiga? Para quê o esforço? Não te sentes ok?"

E este vozinha incomoda-me.
Incomoda-me porque me arranca a motivação. Porque me faz ser uma pessoa *fraca* que não cumpre os seus objectivos.
Incomoda-me porque me deixa sem saber se é anjo ou demónio. Se tem razão ou é o meu lado tentador dissimulado.

Porque há uma parte de mim que quer muito voltar àqueles 52 ou 54 kg.
Mas há outra parte que está ok... 

publicado às 15:02

Karma

por Mi ♥, em 12.02.13

publicado às 14:00

Wishful Thinking

por Mi ♥, em 11.02.13

Um dia, quando for bem velhinha e tu crescida, vou sentar-me no teu colo, sujar a minha fralda e gritar-te aos ouvidos toda a noite!

publicado às 19:00

Sleep deprived mom

por Mi ♥, em 11.02.13
Desde as quatro semanas de vida da M. que não sei o que é dormir menos de 6h seguidas... 
Isso explica a minha cara de zombie quando passo por uma noite como a de ontem... 
O R. com uma intoxicação alimentar, ia de hora a hora ao wc vomitar. A M. chorava com pesadelos/dores/ou-sei-lá-o-quê!

Só sei que tentei tudo com ela... Ficar a adormecê-la na caminha dela. Resultou. Dez minutos depois de eu estar na minha cama, choradeira de novo. 
Fiquei a adormecê-la no meu colo e depois pu-la na caminha dela. Resultou, mas de novo uns quinze minutos depois, o "canto da sereia" recomeçava...

Trouxe-a para a nossa cama, mas a miúda não parava quieta e rodou tanto (inclusive passando por cima de mim e do pai) que ia caindo da cama, de cabeça no chão! :O
Foi para a caminha dela de novo. Mais umas quantas visitas ao quarto dela (até do pai porque eu já estava de cabeça à roda e ele teve pena minha, coitado) e finalmente, de madrugada, lá veio para a nossa cama sossegada... Claro que ficou a dormir muito bem na casa da vóvó até às tantas!!! E o pai foi ao trabalho mas voltou para casa, também agora a dormir...

Ou seja, quem tem que ficar aqui a ver-se-ninguém-nota-que-apenas-tenho-os-olhos-abertos-mas-estou-mentalmente-a-dormir, sou EU... Aiiiiii!!!! Que sonoooooo!!! E ainda por cima tenho a inscrição da miúda na creche hoje... 
Será que consigo sobreviver a este dia? 
 

publicado às 14:10

Track changes

por Mi ♥, em 07.02.13
I HATE TRACK CHANGES!!!

Arrrrrrghhhh!!! 
Devo ir agora na revisão número 100 do mesmo documento... Shoot me now.

publicado às 16:17

To creche or not to creche

por Mi ♥, em 06.02.13
A M. está com a minha mãe desde os 3 meses e meio de vida.
Felizmente, a mesma vida que me tirou o chão de debaixo dos pés, me fintou os planos e me trouxe a M. mais cedo do que previsto, também fez o milagre de trazer os meus pais e irmã para perto... E assim a M. pode ficar com eles...

Assim, ela está há exactamente um ano com a minha mãe e irmã... A minha mãe trabalha "em casa" de manhã e os planos da minha irmã estão on hold até Setembro. Ainda assim, sabendo da difícil tarefa que é encontrar uma creche aqui, começei a demanda...

E encontrei. Uma vaga numa das creches públicas, com excelentes condições. A 2 min da casa dos meus pais, 15min do meu trabalho... Tem um jardim enorme, fica numa rua cheia de árvores verdes, e a creche ainda com cheiro a novo... As puéricultrices (educadoras) dividem-se entre jovens, cheias de ideias e mais velhas, queridinhas...


Mesmo assim, decidi que não. A M. iria ficar com a minha mãe e irmã até Setembro. Em Setembro logo iria para a creche. Em Setembro ia em full-time. Em Setembro iria conseguir uma creche como esta. Em Setembro é mais do que tempo suficiente antes da entrada para o jardim escola (maternelle aos 3 anos) para se habituar ao ritmo e regras. Em Setembro teria mais tempo para me habituar à ideia. Em Setembro daria mais tempo à minha irmã para ir ganhando mais algum dinheiro (contando o que eu lhe pagaria). Em Setembro a minha mãe teria mais tempo para se habituar à ideia. E aqui estão as duas verdadeiras razões. A minha irmã e a minha mãe. Não penso no que a M. precisa. Penso no que será mais vantajoso para a minha irmã e no que será menos doloroso para a minha mãe.

Se a M. precisa desesperadamente de ir para a creche porque-se-não-será-um-bicho-do-mato-que-não-sabe-socializar-e-que-não-gosta-de-brincar-ou-fazer-qualquer-outra-actividade-em-grupo-ou-será-uma-criança-que-precisará-de-apoio-extracurricular-porque-não-foi-para-a-creche-e-portanto-não-sabe-fazer-contas-de-dividir-aos-3-anos-e-meio? Não! Não! e Não!!! Ela É uma criança feliz, desenvolvida, que anda desde os 10 meses, que diz um monte de palavras novas, que sabe como faz o cão e o gato e o pássaro e o cavalor e o porco e a vaca, que sabe cantar algumas músicas da Galinha Pintadinha e sabe (muito bem, demais até) pedir quando quer ouvir a "inha", que sabe identificar o papá, a mamã, o vôvô e a vóvó (e sim, percebe-se bem a diferença), a tátá, a dá (a amiga Daniela), e principalmente que é muito, mas muito feliz!

Mas será que ela não precisa de ser mais criança ainda? E deixar de brincar com as panelas e os tachos e abrir gavetas de meias e começar a brincar com outros meninos?

Na Segunda-feira (depois de ter ligado essa manhã a dizer "não, obrigada ela vai só em Setembro porque isso me acalma mais o coração") tivemos outra visita a outra creche. E sabem que mais? Não havia nenhuma criança na creche, todas já tinham regressado a casa. Mas a M. Adorou. Adorou os brinquedos, adorou o espaço, adorou a atenção, adorou o jardim... Chorou para vir embora. Se estivesses lá outras crianças desconfio que tinha que a trazer de arrastão pelo chão enquanto ela se tentava agarrar ao cimento no chão.

Sim, não vai ser sempre assim. Sim, claro que ela vai adorar os primeiros dias e chorar quando o que é novidade perder o interesse. Mas depois da adaptação feita, sei que ela vai continuar a adorar... Os amiguinhos, a atenção, as historinhas, as danças e cantorias, os desenhos, as aulas de culinária, os dias de piscina no jardim, a horta, as brincadeiras... E o carinho, o afecto, os miminhos, os abracinhos e os beijinhos da mamã, da vovó, da tatá? Esses estarão lá sempre... à espera que ela chegue da sua nova aventura.



publicado às 11:27

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