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Arghhh!

por Mi ♥, em 09.01.14

Férias são sinónimo de clausura. Não, não, deixem-me frasear isto melhor.

 

Férias são antónimo de clausura.

 

Porque é quando estou enclausurada aqui dentro deste bloco de 4 paredes, com o mundo apenas dentro dum ecrã, que tenho necessidade de escrever. Escrever para mim faz-me sentir que falo com alguém, que debito sobre os meus problemas ou as minhas futilidades com o "colega do lado", só que não está ao lado, está em frente, dentro dum computador qualquer.

 

Quando estou de férias, estou livre, estou em contacto com os amigos físicos, com os amigos de e para sempre. E não tenho necessidade de escrever para contar o meu dia-a-dia. Porque estou ali a vivê-lo com eles.

 

Passei duas semanas e meia a aproveitar a minha casa, a renovar, a acomodar novos habitantes, a planear, a concretizar, a divertir e ser divertida, enrolada no sofá, deitada no chão, a rebolar. Tudo a dois e às vezes a três. Outros dias a 10, outros a 20!

 

Sempre acompanhada, nunca sozinha. E não sinto necessidade de escrever quando estou assim.

 

Hoje voltei à leitura de alguns dos blogues habituais e li num daqueles que me diz mais, qualquer coisa que percebi como sendo "não tendo vontade/disponibilidade/pachorra para entregar conteúdo de x em x tempo, bye bye!" e fiquei triste e depois zangada.

 

Quando é que isto dos blogues passou a ter horários, deadlines, linhas editoriais e objectivos de produção? Ou melhor, desde quando é que estes blogueres, tão cândidos, tão fiéis a si mesmos, tão pessoas reais, acham que têm que produzir para serem interessantes ou readables?

 

Eu prefiro um post por mês com conteúdo, do que um diário de lixo!

 

E eu também quero ser lida, a sério que sim. Eu quero que alguém leia as minhas  maluquices e pense "epa, existe alguém como eu neste mundo tresloucado!". Eu quero que alguém leia os meus desabafos de mãe e sinta empatia. É como comunico com os outros. Com aqueles que se parecem comigo, mesmo que estejam a centenas ou milhares de km de distância!E, call me crazy, é como crio relações com aquelas pessoas que nunca terei possibilidade de ver, mas que sei que seria um best friend se tivéssemos calhado a nascer no mesmo país ou na mesma zona, no mesmo ano, andar na mesma escola, cursar a mesma Universidade, trabalhar juntos... As vicissitudes da vida pode nunca trazer-me essas pessoas fisicamente, mas espero que a internet traga.

 

Que traga mas que não cobre.

 

publicado às 14:19

How did this happen!?

por Mi ♥, em 04.12.13

Another crisis of deep bipolar disturb? Check.

 

Primeiro, a criatura (eu) nem queria ouvir falar em tal pessoa.

 

Depois, a criatura (eu) ficou fula e já nem queria ir ao casamento.

 

Nos entretantos, a criatura (eu) já andava a instigar as massas para fazer um boicote ao evento.

 

A seguir, a criatura (eu) jurou aos sete e mais um ventos que ia, contrariada mas ia, mas que nem ia comprar um vestido novo! Gastar dinheiro com aqueles!? Humpf.

 

Ainda depois, a criatura (eu) ficou indignadíssima por terem escolhido a sua cria para menina das alianças. E disse que ia recusar. Não recusou.

 

E agora, a criatura (eu) anda a fazer-se de wedding planner e até foi incumbida de contactar (e quase escolher!!!) o fotógrafo e filmmaker.E até já anda a escolher vestidos todos XPTO.

 

Expliquem-me.

Como. Foi. Que. Isto. Aconteceu!?!?

 

Ai ai, gostava tanto de poder encarnar a *biAtch* que (não) há em mim...

publicado às 12:00

Sobre aqueles vídeos das crianças acerca das mães

por Mi ♥, em 26.11.13

Tu sabes, aqueles vídeos que andam a circular com os miúdos a dizerem o que acham das mães...!

É engraçado porque apesar de ter sido mãe, consigo identificar-me melhor com os miúdos naquele vídeo.

Imagino-me sentada naquelas cadeiras pequeninas de madeira envelhecida, com duas tranças a enquadrar-me a cara, um buraco onde nasceria o dente da frente. A declarar o meu amor, a minha paixão, pela que era, então, a mulher mais importante da minha vida.

Hoje, volvidos tantos anos, as tranças já desfeitas, o dente ocupou o seu espaço, a cadeira já não é suficiente para me conter. Mas o amor, a paixão cega é a mesma.

Paixão com tanto sofrimento.

Muitos que conhecem a minha alma por detrás da carne, a minha história, dizem que a minha mãe - o objecto da minha paixão cega - estragou a minha vida. É verdade. Foi irresponsável, usou algo que era só meu, e prejudicou não só a minha vida, mas a nossa vida a dois, minha e do R., e muito provavelmente a nossa vida a três também. Não o fez propositadamente mas, quando finalmente eu quis pôr um termo ao ciclo vicioso, ainda me qualificou de egoísta e ingrata. Pôs-me este peso de uma vida dorida de 50 anos, nas costas duma carcaça de 26...

Não raras vezes oiço "não sei como a perdoas", "não sei como consegues ter uma relação normal com ela", "não sei como ainda a amas"... E eu também não sei. Não sei explicar, só sentir.

Só sei sentir uma dor enorme, não só por mim, de auto-comiseração, mas por ela. Por saber que ela sabe que estragou a vida à própria filha. Saber como me sentiria se eu tivesse que sentir o mesmo. Sentir a dor de a ver nestas condições e subir tão alto só para descer tão baixo...

Quando ouvimos na boca de terceiros como o futuro é negro, não me doem tanto as minhas lágrimas quanto dói vê-la chorar a ela, que me despedaça em mil bocadinhos. Sinto que a culpa dessas lágrimas dela é minha e que o meu papel é ser forte para ajudá-la a suportar... E que tenho que calar a minha dor para poder dar voz à dela.

Calar a minha dor inocente.

Por isso quando vejo esses vídeos de filhos que amam os pais, consigo identificar-me mais do que com ser amada. Por enquanto. Porque o meu objectivo? Esse é nunca repetir os mesmos erros da minha mãe.Mas eu sei que cometerei outros. Por isso, quero fazer com que a M. me ame tanto como eu amo a minha mãe. Mais, é o que quero.

E vou viver a minha vida com o único propósito de dar-lhe mais e melhores razões para isso.

publicado às 09:34

...

por Mi ♥, em 19.11.13

Durante todo o dia de ontem senti uma aflição, uma angústia, um peso no peito que me esmagou, me fez sentir tonta, a cair, nauseada...

 

Quando finalmente te encontrei, no final deste dia, o peso foi demais para eu aguentar sozinha.

 

Não consegui respirar. Nem reparei que tinha lágrimas, não uma nem duas, um mar de lágrimas que me toldava a visão.

Senti-me dormente e sabia que ia cair, mesmo estando sentada.

 

Só a tua voz me lembrou como respirar, trouxe-me de volta ao meu corpo, amparou a minha queda.

 

Mas não silenciou a dor. A angústia.

 

Isso fizeste tu, quando enrolaste os teus bracinhos pequeninos no meu pescoço. Quando encostaste a tua cara quentinha, inocente, macia, à minha. Quando me disseste a olhar-me com esses olhos, os teus olhos tão doces, "amo a ti mamã".

 

O peso aliviou, a dor passou e senti-me leve.

 

E percebi que é por ti, e por ti, por vocês como um, que não posso cair. Que não posso deixar o peso esmagar-me,  mesmo que a pressão seja tão avassaladora neste velho corpo de apenas 26 anos...

 

Porque te tenho a ti. E a ti.

 

E porque vocês merecem ter-me a mim. Completa, feliz, leve.

publicado às 09:23

Camaleão

por Mi ♥, em 06.11.13

 

Às vezes tenho a pele dum camaleão.

 

Não, não tenho a pele rugosa e não sou verde (vermelhinha com muito? orgulho!).

 

Mas tenho a capacidade de mudar de pele, de tom, de cor, de características mediante os outros.

 

Sou mimética

 

Como o camaleão, que se caracteriza pelo mimetismo, ou a capacidade de se adaptar consoante a necessidade: ora para comunicar, ora para se camuflar, para se rpoteger de predadores, para se tornar atractivo, também eu mudo de cor consoante as pessoas ao meu redor.

 

Que isto pode ser considerado uma vantagem, pode. Nunca conheci ninguém (e aqui não há lugar para falsas modéstias) que fosse capaz de criar amizade, e atenção, falo mesmo de amizade, não apenas travar conhecimento, com pessoas tão diferentes em todos os sentidos!

 

Eu sou amiga de geeks, sou amiga de amantes de hard metal, sou amiga de babes de Cascais, sou amiga dos fixes, dos underdogs, sou amiga dos hippies e dos rockeiros, sou amiga dos que lêem Harry Potter e amiga dos que amam políciais da Agatha Christie! Até consigo ser amiga de pessoas que gostam de novelas da TVI e, imaginem, da Liliane Marise!!!

 

Sou amiga dos caladinhos e sou amiga dos que falam pelos cotovelos. Sou amiga dos que sabem escrever e dos que dão erros ortográficos. Sou amiga dos canucos e dos graúdos. Sou mummy e sou fixolas. Uso saias travadas e calças de cabedal, sapatos pontiagudos e botas com spikes.

 

E isto tudo até é bom. Sou sociável, as pessoas em geral gostam de mim e as que não gostam, não gostam pelas razões completamente erradas.

 

Mas às vezes quero encontrar-me. Despida de cores e feitios, despida de adereços e capas.

 

E tenho dificuldade. Quando é que acaba a minha adaptabilidade, empatia e começa a minha personalidade?

 

Sou apenas um camaleão, ou um shapeshifter, bem ao estilo Mystique?

publicado às 12:40

VFNO ou VoguiFaxionNiteOuti

por Mi ♥, em 06.11.13

Se eu sou uma pessoa fashion?

 

Depende do vosso conceito. Gosto de roupa (como "bom espécime" do sexo feminino que sou), gosto de saber as tendências (apesar de apenas seguir as que considero terem pés e cabeça), sou um bocadinho viciada em compras e deliro com o universo das roupas de bebé/criança (com uma princesa em casa a servir de manequim, pudera!).

 

Lembro-me até que já falei disso aqui.... E continuo a acreditar nesta diferença de fashion e fashionista! Podemos ser uma coisa, e felizmente, não ter que ser a outra...

 

Posso ser honesta!? Isto dos [du jour] até já me anda a fazer uma comichãozita porque acho mesmo que não é a minha praia... E sinto-me assim, vá, estúpida e um bocadinho fútil admito... É que, se há dias em que eu até gosto de estar assim pam! femme fatale, há outros em que visto a suéter (olha olha a fashionista... diz-se camisola, pah!!!) mais confortável da gaveta, apanho o cabelo num rabo-de-cavalo, meto uns jeans e rua com ela. E "tá tudo muito bom, muito bom".

 

Por isso é que, se consigo ler e até e interessar pelas VFNOs deste mundo afora, também me consigo identificar muito como sendo Sensivelmente Idiota...

 

 

What to say, é a minha bipolaridade de novo em acção! ;)

 

publicado às 10:21

I very much hope so...

por Mi ♥, em 25.10.13

publicado às 10:29

...

por Mi ♥, em 22.10.13

Some people ask me how can I still smile. How do I get up every morning. How do I still feel joy and happiness.

 

How can I still feel happy when my world, so close now, is trembling. Falling apart.

 

I ask myself the same question from time to time. at first, I don't know the answer. Maybe the tales, I so often read about in my books, maybe it's them who make me forget.

 

And then I remember. The true reasons for Mi.

 

It because of her laugh.

 

Her pure, candid, true laugh that can outshine a sunny day. That can hush a crowd. When she laughs I forget. Only me and her remain in the world. No problems, no demanding solutions, no life changing decisions. Just me and her. Laughing. Giggling. Being us, a whole.

 

And also his arms.

 

His strong, protective arms. In which I know I will live and die. And take comfort in. When I feel his embrace, the world stops. No more troubles, no more anxiety, no more panic. Only tenderness, peace, Love.

 

This is why.

 

Why I don't fear the emerging problems now just around the corner.

 

Why I still face the future with a smile in my lips.

 

Living every day as a blessing.

 

Only because of her.

 

And him.

 

And my fairy tales...

publicado às 09:04

Olá Sapo!

por Mi ♥, em 17.10.13

Olá Sapo,

 

voltei-me para ti como última esperança! Já desesperada por não conseguir postar no meu antigo amor, o Blogger...

O meu primeiro amor! Com quem fiz descobertas, com quem tive os arrufos mais apaixonados, as reconciliações mais ardentes!

Mas, como todos os primeiros amores, é instável, é doloroso, não me deixa prosseguir e seguir os meus sonhos...

 

Assim, espero encontrar em ti aquele amor adulto. Sério, não tão apaixonado mas responsável, amigo, confidente e equilibrado.

Falta-me conhecer-te melhor, saber de cor os teus gostos e as tuas qualidades... Mas tu prometes! Agora me lembro que tinha um sapo, just like you, na minha infância... Que foi o meu melhor companheiro de aventuras!

 

Assim, bem-vindo meu novo amor!

 

 

publicado às 10:29

Isto mata-me

por Mi ♥, em 14.03.13

Eu não posso. Não posso. Não posso. Não posso.

Não quero saber. Não quero. Não quero. Não quero.

Nem quero ouvir! Não oiço. Não oiço. Não oiço.

Não vou ouvir. Tra la la la la la la e tapo os ouvidos e ponho as mãos nos olhos.

Só quero ir a correr para aqueles braços mini mini mini. Ir a correr ver aquele sorriso que me aquece o coração. Ir a voar para sentir os seus beijinhos...

E dizer-lhe que nunca a deixarei...

publicado às 17:00

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